quarta-feira , outubro 17 2018
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NADA DE TÃO NOVO, ASSIM !

Paulo Alberti Filho

Os resultados da eleição não surpreenderam tanto assim. Nem o partido Novo é tão novo assim. O provável governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), teria sido ameaçado de ser expulso do partido por insinuar apoio a Bolsonaro. O grande cacique oculto do Novo também tem seus interesses no Brasil e suas riquezas hidrominerais. O tempo trará tudo à luz do conhecimento do povo brasileiro. Os candidatos a deputado tiveram surpresas. Nenhum dos deputados tradicionais do Estado repetiram a votação de 2014. Todos perderam voto e muitos não se reelegeram. É sintomático porque os eleitores mais jovens querem mudar na esteira da ideologia, até ingênua, de que o novo é a solução para todas as mazelas da política que afetam o povo.
Vamos ater aos candidatos de Bragança. Edmir Chedid (DEM) que tem sua base eleitoral e familiar em nossa cidade, reafirmou sua liderança política na região ao se reeleger com 135.991 mil votos, fruto de um trabalho intenso ao longo de seus seis mandatos. Os novatos obtiveram votação pífia para quem precisaria de mais de 60 mil votos para se eleger. O candidato Daniel José (NOVO), apenas nasceu em Bragança, não foi candidato de Bragança mas tem na sua retaguarda um esquema gigante na capital. Levou pouco mais de 4.500 votos dos bragantinos e foi eleito com mais de 180 mil votos. Mas não serve de comparação com candidatos locais.
O vereador bragantino Basílio Zecchini (PSB) saiu como candidato de Atibaia e obteve 17.115 votos no geral. De Bragança recebeu cerca de 7 mil, os demais foram de Atibaia e outras cidades. Camila (PSB) e Alexandre Acedo (PDT) obtiveram mais de 2 mil votos que somente seriam eleitos se a eleição fosse para vereador.
E assim a Democracia permite a participação de todos, mesmo que os resultados sejam pífios. Que esses candidatos derrotados ou eleitos não se iludam com 2020, porque cada eleição é diferente da outra.
Para governador, João Doria (PSDB), com apoio de Edmir Chedid, obteve 35.896, Paulo Skaf 17.063 e Marcio França, 12.198. A tradição se repete para governador em Bragança. Nos últimos 30 anos nenhum candidato ao governo apoiado pelos Chedid perdeu uma eleição.
Para presidente, a votação de Jair Bolsonaro (PSL) ganhou de lavada dos demais e obteve 53.920 e o fantoche de Lula, Fernando Haddad (PT) obteve pífios 6.047; Alckmin 12.409, Ciro 7.493 e Amoedo 5.140. Esse quadro mostra que o PT agoniza em Bragança e no Estado. Geraldo Alckmin que sempre obteve mais de 35 mil votos agoniza junto com o PSDB. Entendo que os votos de Ciro e Amoedo são por conta dessa onda da polarização entre Bolsonaro e o PT.
No âmbito federal nem vou comentar a performance daqueles que se dizem de Bragança, porque os resultados foram ridículos. Para a Assembleia e Câmara Federal a fatura está liquidada. Para presidente o bicho vai pegar daqui a três semanas. Bolsonaro deve receber apoio dos partidos de centro direita e Haddad dos esquerdistas. Enfim, que a Nação tenha juízo e não se perca na conversa da quadrilha de vigaristas e assaltantes que destruiu Bragança e o Brasil.

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