quarta-feira , outubro 17 2018
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Festa, banho de gelo e flexões

Marcelo Veiga foi responsável pela mudança e recuperação do elenco
Marcelo Veiga foi responsável pela mudança e recuperação do elenco

O técnico Marcelo Veiga é apontado como o principal responsável pela classificação do Massa Bruta. Seu estilo de jogo ofensivo tem surpreendido os torcedores assíduos do Braga e acostumados com um esquema mais retrancado e cadenciado. Porém, esse era o velho Veiga, modelo 1.0. O Veiga versão 2018, modelo 2.0, tem um estilo de jogo ofensivo. Explora e abusa em jogadas pelos cantos. Tudo isso sem deixar o poder defensivo cair. Tanto que a defesa foi uma das melhores da competição.
Para alcançar toda essa efetividade, Veiga “infernizou” a vida dos atletas, fazendo que a cada erro, eles pagassem flexões e corressem em volta do gramado. Tudo de forma sadia e divertida. Porém, o ‘castigo’ virou contra o treinador. Após o apito final em Itu, o treinador levou banho de gelo, em uma brincadeira arquitetada pelo auxiliar Sergião e pagou 10 flexões contadas em alto astral pelos atletas.
Em entrevista ao repórter Lucas Rangel do SportTV 2, ele falou sobre o ‘castigo’. “Rapaz, eu faço os moleques pagarem flexões todos os dias, qualquer coisa eles pagam dez. Eu acho que a vitória foi merecida, foram premiados pelo esforço e sacrifício, todo o grupo está de parabéns. Vamos comemorar bastante porque não é fácil não, foi uma reformulação do grupo e todos entenderam a maneira de trabalhar, então acho que todos estão de parabéns, estou muito feliz com tudo” disse.
Após a euforia, Veiga recebeu os jornalistas na sala de imprensa Luiz Carlos Colagrande (Copinho), e explanou sobre as conquistas recentes e dificuldades encontradas até aqui. Destacou que a equipe entender o padrão de jogo foi fator chave para que o Braga chegasse nessa marca de seis jogos sem perder. “Esse padrão faz com que a confiança e credibilidade do elenco aumentem e os resultados proporcionam isso. Hoje o Bragantino tem postura de um time que propõe o jogo, que tem alternativas, tem bola parada boa, tem velocidade na frente, tem um cara de referência. Temos que valorizar isso e saber que estamos no caminho certo” explicou.
Sobre as dificuldades, Marcelo expôs o frágil calendário do futebol brasileiro. A equipe jogou na segunda-feira, 5 contra a Ponte Preta, e exatas 65 horas depois estava em campo enfrentando a Ferroviária na cidade de Araraquara, castigados pelo forte calor típico daquela região. Frisou que agora a preocupação maior é com a recuperação do grupo. “Tivemos jogo na segunda, depois na quinta, no domingo, agora vamos viajar à Salvador no meio da semana. Isso não é fácil, desgasta o elenco, o grupo, e temos que saber administrar”, salientou.
O treinador explicou que por conta do cansaço e por medo de esgotar os atletas, não fez um treinamento com a equipe para a partida contra o São Caetano. “Não tive oportunidade de trabalhar para esse jogo. Não pude fazer nada. Apenas mostrar os vídeos, fazer uma bola parada, posicionar o pessoal no campo, sem nenhum tipo de movimentação”, finalizou.
Com duas decisões pela frente, uma pela Copa do Brasil, na quinta-feira contra o Vitória e outra contra o Corinthians pelo Paulistão, Veiga deixa claro: “Não temos alternativa a não ser buscar as classificações. A gente quer a vaga, não só contra o Vitória, mas também contra o Corinthians. Demonstramos dentro de campo que temos capacidade para isso”, enfatizou.

Após a partida, atletas e comissão deram "castigo" para Veiga: 10 flexões pela classificação
Após a partida, atletas e comissão deram “castigo” para Veiga: 10 flexões pela classificação

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