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32 anos de provações

Paulo Alberti Filho

A Gazeta Bragantina entra hoje no primeiro dia do 32º ano de sua fundação. Em 17 de abril de 1986, vinha à luz esta Folha que diferenciava dos existentes pelo seu processo de impressão em off-set, que propiciava a utilização de recursos gráficos e de imagem em cores com mais qualidade, agilidade de confecção e produção do que os milenares tipográficos.
Ao adotar o bordão “Mais Importante que o fato é a notícia do fato”, criado pelo jornalista Audálio Dantas, quando presidiu o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a GB assumiu compromisso de ser um mensageiro do fato, sem se preocupar no primeiro momento com fatores que motivam o fato, sejam eles políticos, policiais, jurídicos, costumes etc.
Baseado nessa filosofia, nos ideias da democracia, da liberdade de expressão e de opinião, a GB sobreviveu a provações impostas pelo Poder de uma sociedade local escravizada ao coronelismo feudal, ao corporativismo comercial, jurídico e político.
O direito e o dever de expressar a opinião do jornal e de seus colaboradores incomodou, ainda incomoda, aos Senhores do Poder que invariavelmente recorrem a mecanismos que podem levar a asfixia financeira e ao fechamento do veículo. Também conseguimos, até aqui, sobreviver a investidas do gênero que ainda nos perseguem.
Não nos arredamos de nosso ideal de servir ao leitor com informações que escancaram opiniões diversas sobre qualquer tema de interesse comum, principalmente esclarecer e denunciar atos que atentem contra o meio ambiente, a cultura, a educação, a saúde e a segurança pública, enfim, ao futuro de nossa gente e de nossa cidade.
Governos são efêmeros. Todos passam. Uns deixam marcas, outros cicatrizes e os desprezíveis deixam feridas que jamais cicatrizarão na consciência coletiva. Bragança sobreviveu a todos eles e a GB registrou para a história a ação benéfica ou maléfica de todos, porque essa é nossa missão.
Não raras vezes, a imprensa bragantina é rotulada de amadora, geralmente por políticos insatisfeitos ou empresários com interesses, nada republicanos, feridos. Nós da GB, orgulhamos de sermos amadores porque exercemos o jornalismo por amor e com amor. Não o fazemos movidos por dinheiro ou qualquer outra vantagem que corrompa o ideal em detrimento do fato, da verdade e do interesse da coletividade.
E assim, entramos no 32º anos de existência, renovando os votos da fidelidade ideológica que nos acompanha desde o princípio.
Que Deus nos ajude!

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