segunda-feira , dezembro 11 2017
Home / Editorial / Apreensão e indefinição

Apreensão e indefinição

Paulo Alberti Filho

O clima político em Bragança é de apreensão. As eleições ainda não terminaram por aqui. A decisão das urnas foram transferidas para Brasília, onde o Tribunal Superior Eleitoral analisa recurso sobre a candidatura de Jesus Chedid. 72% dos eleitores votaram em Jesus, mas essa vontade soberana do povo esbarra na interpretação da lei. A morosidade da Justiça Eleitoral contribui para instabilidade política e administrativa da cidade. Já se vão 37 dias da eleição e Bragança não tem prefeito proclamado eleito. O fim do governo do PT, que destruiu a cidade, limitou a zero seu desenvolvimento comercial, industrial e turístico, ainda é a melhor notícia dos últimos quatro anos em nossa cidade. Mas ainda restam 51 longos dias para o PT e seus bezerros, desaparecerem de vez do dia-dia de Bragança, mas o estrago produzido ficará para a eternidade.
A pergunta mais frequente é: quando o processo de Jesus será julgado e acabar de vez com essa agonia? Ontem houve movimentação no TSE e o processo deve ser colocado em pauta nos próximos dias. Aguardemos.
Outro fator que está tirando o sono, desta vez dos políticos, é a composição da Câmara eleita. Um pronunciamento do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, afirmando que partidos que indicaram candidatos somente para preencher as vagas exigidas pela lei e obtiveram zero votos, pode configurar fraude, consequentemente terem os votos do partido ou coligação anulados. Em Bragança a coligação PSD/PRTB registrou duas candidaturas a vereador que obtiveram zero votos . Esse fato, baseado na fala do ministro, alertou os candidatos não eleitos que entenderam a possibilidade de ocupar as duas vagas da coligação supostamente infratora, no caso PSD/PRTB, que elegeu Fabiana Alessandri e Bugalu. Os possíveis beneficiados seriam Fabio Nascimento (PRB) e Ricardo Bertin (DEM).
Ontem nos bastidores da política, havia informação do candidato Fábio Nascimento que obteve 1305 votos deverá ajuizar provavelmente amanhã, processo na justiça eleitoral denunciando a situação e revindicando a cadeira. A coligação do Democratas, que seria a principal beneficiária no contexto geral da formação da Câmara, também deverá ajuizar ação no mesmo sentido. De qualquer forma a discussão está em andamento e tirando a tranquilidade de muita gente.
O quadro sucessório em Bragança está indefinido. Não temos prefeito proclamado e nem uma Câmara Municipal com seus 19 vereadores definidos por conta das ações de Fabio Nascimento e do DEM que, se prosperarem, podem tirar Fabiana Alessandri eleita com 1.887 votos e Bugalu com 1.194.
Enfim, esse clima de incertezas é resultado da judicialização da eleição.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *