ABASTECIMENTO DE ÁGUA :: Situação da Represa é caótica, dizem especialistas

É necessária a construção de pelo menos três novos reservatórios para o abastecimento de água não entrar em colapso até 2024

 

O Sistema Cantareira, do qual a Represa do Jaguari pertence, encontra-se em situação preocupante e prestes a entrar em crise. O sistema é a fonte de abastecimento de água para metade da grande São Paulo e regiões de Campinas, Jundiaí, Limeira e Piracicaba, o que representa cerca de 14 milhões de pessoas. Segundo órgãos técnicos, o abastecimento de água nessas regiões entrará em colapso até 2024, caso não sejam construídos cinco novos reservatórios. O assunto foi tema de debate dos vereadores durante a sessão de terça-feira na Câmara Municipal.

Os recursos hídricos não darão conta da demanda, decorrente do crescimento demográfico e industrial previsto para os próximos 10 anos. Para evitar o colapso, é necessário buscar novas fontes de recursos hídricos para suprir esse consumo.

O alerta foi noticiado pelo jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada.

“Vamos começar com racionamento de água e terminar no colapso. Se três reservatórios previstos não forem construídos, o colapso é certo. Eles são prioritários, questão de vida ou morte”, afirma Francisco Lahoz, secretário executivo do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Em relação a Represa do Jaguari, que abastece Bragança, o sistema opera com 30% de sua capacidade, além da vegetação ter secado e existir canais onde não há água. Especialistas também consideram que o problema é a grande São Paulo ser dependente da água produzida pelo Cantareira. O PCJ já encaminhou aos órgãos da União e Estado documento em que defende a manutenção dos atuais valores na divisão da água produzida no sistema. Só na capital, 60% dos imóveis recebem sua água.

Estiagem- A disponibilidade hídrica no período de estiagem é crítica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), quando uma área está abaixo de 1,5 milhão de litros de água por habitante, por ano, há um estresse hídrico. Na estiagem, a disponibilidade hídrica na grande São Paulo é de 250 mil litros de água por habitante, por ano, e na região de Campinas, Jundiaí, Limeira e Piracicaba, 408 mil litros.

A avaliação faz parte das discussões de outorga do Sistema Cantareira, que vai reorganizar a distribuição da água.

Sabesp- Em Bragança o abastecimento de água está sob o comando da Sabesp, que há mais de três anos está com contrato vencido. A autarquia, que pertence ao governo do Estado de São Paulo, vem sendo criticada por autoridades de Bragança e de outras cidades da região onde atua, de que abusa de suas capacidades hídricas, sem nenhum tipo de recompensa.

Nível de água da represa diminui a cada dia e alerta sobre possível colapso no abastecimento

Fagner Alves/GB

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