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DIRETOR RESPONSÁVEL: PAULO ALBERTI FILHO
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COLUNA DA GAZETA
SAÚDE A fama de má gestão da saúde pública em Bragança já espalhou pela região. Os reflexos de uma administração ineficiente está prestes a comprometer o orçamento da secretaria da Saúde que para este ano é de R$89 milhões, quase  25% do orçamento global do município. Segundo fontes da GB, cerca de R$20 milhões teriam sido mal administrados pela secretaria. O vereador Miguel Lopes questionou a possibilidade de haver um “rombo” no gerenciamento dessa quantia. Isso não quer dizer que houve corrupção ou desvio de dinheiro. Pelo menos deve ter havido incompetência da secretaria da Saúde na destinação dos recursos. O prefeito Fernão Dias (PT) desde o início de sua gestão tem sido alertado pela Câmara, pela imprensa, menos pelos baba-ovos que o circunda, sobre a situação fragilizada da Saúde. Agora que as coisas caminham de mal para pior, coloca-se na cruz do desespero todas as secretarias para cobrir o presumido rombo. E no meio desse tiroteio, o prefeito sai de férias.  COMPROMISSO É de se questionar quais os compromissos que o secretariado nomeado pelo prefeito (ou seria pelo PT?) tem com o município e qual a identidade que cada um deles tem com Bragança, com o futuro da cidade e de todos nós contribuintes e dependentes do serviço público? A cidade parece estar a deriva, sem governo. Cada secretaria parece um feudo administrado por sub-prefeitos dependentes do bunquer  petista agregado  entre os vidros do aquário do gabinete do prefeito de plantão. Ninguém reclama, ninguém parece questionar os erros da administração para corrigi-los. Se alguém o faz pode não ser ouvido e acaba se acomodando no silêncio premiado com um salário de mais de R$10mil mensais. Por isso a impressão que temos é que todos os secretários, com raras exceções de dois ou três mais íntimos do prefeito, estão secretários. As exceções mencionadas podem ser os braços que empurram a administração para o caos anunciado. O povo bragantino está perdendo as expectativas de mudanças tão anunciadas por Fernão Dias e sua trupe do PT no período pré-eleitoral de 2012. PADRÃO FELIPÃO Depois de 18 meses de administração do PT as pesquisas de opinião apontam que o governo que Bragança tem não é apenas o mesmo do mesmo, apesar de ter se igualado ao de Jango. Pior, caminha para ser mais uma aventura do padrão Felipão. É BRINCADEIRA? Há cerca de 30 dias começaram chegar para a rede municipal de ensino os brinquedos de plástico (plástico mesmo) destinados a formar os parques de recreação para alunos do ensino infantil e fundamental. Pelo que se vê o tempo de duração desses materiais não deve ser longo, mas os preços também não seriam palatáveis. Extraoficialmente sabe-se que um conjunto de dois pequenos brinquedos, de plástico, teriam custado para a Prefeitura, cerca de R$26 mil. Hummm!  SOMENOS O Concurso Mundial de Bandas programado pela iniciativa privada e pela Prefeitura de Bragança, segundo se soube na terça-feira,15, pelo “promoter” do evento, vereador Noy Camilo (PV), deve acontecer em Bragança do dia 30 de julho a 3 de agosto. Em cima da hora, sem divulgação nenhuma, o evento não deve ter muita importância no cenário mundial. Sabe-se que teria uma verba de R$150 mil do deputado Beto Trícoli (PV) destinada ao evento, porém a verba não chegou. Agora parece que o vereador Camilo, (aquele mesmo que invadiu uma área pública e construiu um prédio de forma clandestina no bairro da CDHU) quer que a Prefeitura pague a conta. Segundo o vereador, o prefeito deve enviar projeto para a Câmara pedindo autorização e liberar a grana. Pode? EFEITOS O evento envolve participação de vários países e o significado cultural do fato é relevante. Além disso, apesar de aparentemente ser um evento privado, não há representante e participação direta de Bragança no concurso a não ser simplesmente sede de última hora. A Prefeitura não deve estar nadando em dinheiro para custear eventos mal planejados e mal divulgados. Como diria minha avó: “Quem pariu Mateus que o embale.” CONCIDADE O Conselho Municipal da Cidade e de Política Urbana de Bragança-Concidade- está sendo conivente com o futuro caos que nossa cidade enfrentará em pouco tempo. Ao sapatear sobre as Zonas Especiais de Interesses Sociais (ZEIS) e aceitar goela abaixo as imposições que beira a irresponsabilidade do Poder Executivo, na limitação de medidas de lotes e sua ocupação, pode estar condenando Bragança a favelização vertical da cidade sem a mínima infraestrutura urbana. Ao mesmo tempo premia empreendedores inescrupulosos que só visam o lucro e se lixam para a qualidade de vida e para o caos urbano. O pior é que isso está sendo patrocinado pela Prefeitura que, disfarçadamente, introduz as mudanças que favorecem o caos. A GB noticiou sábado passado detalhes do “golpe branco” que está embutido na lei que altera o Plano Diretor e regulamenta as ZEIS. RESPONSABILIDADE Os vereadores, lembre-se, que foram eleitos também para criar, zelar e responder pelas leis que criam ou alteram, tem a responsabilidade juramentada, moral e o dever funcional de atentar para o futuro da cidade e os interesses do povo bragantino. Eis aí um desafio aos vereadores. DISFARCE O disfarce das ZEIS é simplista mas de alto poder de fogo. Ela propõe que loteamentos sejam feitos a partir de lotes de 7 metros por 20, ou 120 metros quadrados, para construção de uma casa uni familiar. O “esquema” dos empreendedores e da Prefeitura é que cada lote desses abrigue prédios com 10 ou mais andares. Assim um lote que seria para abrigar 4 pessoas, abrigaria 40 ou mais. E a estrutura para dar suporte de vida decente para essa população, se hoje do jeito que está a situação da  saúde, educação, segurança, transporte e outros equipamentos públicos é precária? PERGUNTAR NÃO OFENDE Se essas alterações na ZEIS forem aprovadas da forma que estão redigidas, quem responderá pelo caos urbano no futuro? O prefeito, a vice, os vereadores ou o Ministério Público? REFLEXÃO : SALMOS 88 1-SENHOR Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite. 2-Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor; 3-Porque a minha alma está cheia de angústia, e a minha vida se aproxima da sepultura. 4-Estou contado com aqueles que descem ao abismo; estou como homem sem forças, 5-Livre entre os mortos, como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais, e estão cortados da tua mão. 6-Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas. 7-Sobre mim pesa o teu furor; tu me afligiste com todas as tuas ondas. (Selá.) 8-Alongaste de mim os meus conhecidos, puseste-me em extrema abominação para com eles. Estou fechado, e não posso sair. 9-A minha vista desmaia por causa da aflição. Senhor, tenho clamado a ti todo o dia, tenho estendido para ti as minhas mãos. 10- Mostrarás, tu, maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá.) 11-Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? 12-Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento? 13-Eu, porém, Senhor, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração. 14-Senhor, porque rejeitas a minha alma? Por que escondes de mim a tua face? 15-Estou aflito, e prestes tenho estado a morrer desde a minha mocidade; enquanto sofro os teus terrores, estou perturbado. 16-A tua ardente indignação sobre mim vai passando; os teus terrores me têm retalhado. 17-Eles me rodeiam todo o dia como água; eles juntos me sitiam. 18-Desviaste para longe de mim amigos e companheiros, e os meus conhecidos estão em trevas.
“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” (Confúcio)